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sábado, 19 de dezembro de 2009

Pré - Ocupar-se


Quando é que nos preocupamos? Ou melhor, quando é que nos ocupamos de alguma coisa antes do tempo certo. Certamente que fazemos isso quando temos a perspectiva de que algo ruim aconteça. Ninguém se preocupa com os prazeres que irá ter. A menos que este prazer dependa de desempenho, daí se não acontecer conforme o esperado, nos pré-ocupamos.

Se entendemos que TUDO que acontece é para nosso DESENVOLVIMENTO E MELHORIA, haveremos de nos DES - pré - Ocupar.

Haveremos sim de nos O Cupar com a VIDA em cada um de seus momentos preciosos e suas oportunidades de melhoria.

Deus ensina, deixa sofrer. E sofrimento é escola e passa, sem necessidade de que nos ocupemos em demasia com isto. Que simplesmente vivamos!


sábado, 28 de novembro de 2009

Alma


a unificação das ondas

Energias impelem nossa vida interior e formam diversos níveis de nossa alma. Nossa vida é determinada e nutrida por ampla gama de energias, desde os impulsos sensoriais fragmentados que nos mantém funcionando, com mínima consciência, até as ondas transcendentes da unificação. Como resposta natural ao processo de individualização que move o crescimento nos primeiros anos, pelo constante confronto de prazer e dor, felicidade e perda, recebemos do fundo do ser um chamado em prol da confluência e da totalidade nos últimos estágios da vida. Depois que a juventude e a beleza se tornam coisa do passado, nossa atenção se concentra menos no mundo material e mais na necessidade de equilibrar nossas oposições interiores e exteriores, curar-se e retornar a paz de nossa fonte. Entretanto, jamais se consegue apagar as marcas que o mundo deixa em nós, pois todo o rosto exibe as rugas nostálgicas do tempo. Nos olhos, refletem-se os vestígios de um sonho, os fragmentos de vivências e lembranças que constituem o intrincado mosaico de tudo que existe e de tudo que será inevitavelmente perdido.


texto extraído da obra de Sacha Dean Biyan, spiritusmundi

sábado, 21 de novembro de 2009

Sabedoria


O Silencio é um amigo que nunca te trai.


Aja antes de falar, portanto fale de acordo com seus atos.


Confúcio

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Metafísica


Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas)

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar em muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Trecho de "O Guardador de Rebanhos" de Alberto Caieiro da Silva

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Raiva


"Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima."

Buda

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Experimente

Há várias centenas de meses, que lhe cabe assistir a um espetáculo, do qual você, ao mesmo tempo é comparsa mínimo. Expectador dos outros e de si mesmo. Curiosa situação, né? Essa a de tanta gente. E nem excessão você é. Não se envaideça. Não se melancolize. Experimente (sempre!) viver.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 6 de setembro de 2009

As Injúrias

Observando os costumes humanos, o Senhor Buda viu que muitos males provinham da rapidez com que os vaidosos e egoístas criticavam nesciamente o próximo, e disse aos seus discipulos:
- Se um néscio me ofendesse, lhe responderia com um cordial e sincero amor. Quanto maior mal me fizesse, maior bem eu lhe faria. O perfume da bondade estará sempre comigo, e o fétido alento do mal sopraria contra ele.
Sabendo um néscio que Buda pregava o mandamento do amor que prescreve restituir com o bem o mal recebido, aproximou-se dele e injuriou-0 gravemente.
Tornou a injuriá-lo, e quando já não encontrava palavras para ofendê-lo, o Buda perguntou-lhe:
"Filho meu; se alguém recusa o presente que outro lhe oferece, para quem fica o presente?
O néscio respondeu:
- Para quem lhe ofereceu.
O Buda continuou:
- Pois bem meu filho: injuriaste-me e eu recusei tuas injúrias. Guarda-as para ti. Não serão para ti fonte do mal? Assim como o eco pertence ao som, a forma ao corpo, também o mal consumirá o autor do mal."
O néscio não soube o que responder, e o Senhor prosseguiu dizendo:
"O malvado que injuria o virtuoso, assemelha-se ao que cospe ao céu, porém recebe no rosto o que cuspiu.
Aquele que calunía, assemelha-se a quem com o vento contrário, tenta atirar um punhado de pó no rosto de outrem. O pó cega os olhos de quem o atirou.
Ningém pode ferir o virtuoso; sobre seu próprio autor recairá o mal que alguém lhe tentar fazer."
O ofensor afastou-se vagarosamente, envergonhado; porém depois regressou, arrependido e refugiou-se no Buda, no Dharma e no Sangha.

Fonte: O Evangelho de Buda - Yogi Kharishnanda

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